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A Ciência da Informação

 

A Ciência da informação é um campo interdisciplinar principalmente preocupado com a análise, coleta, classificação, manipulação, armazenamento, recuperação e disseminação da informação, isto é, esta ciência estuda a informação desde a sua gênese até o processo de transformação de dados em conhecimento. Alguns profissionais afirmam que a Ciência da Informação pode ser dividida em seis correntes teóricas. Elas são:

  • Matemática (incluindo a recuperação da informação e a bibliometria).Estudos de natureza

  • Teoria sistêmica (origem em princípios da biologia).

  • Teoria crítica (fundamentam-se principalmente nas humanidades – particularmente na filosofia e na história).

  • Teorias de classificação e representação.

  • Estudos em produção e comunicação científica.

  • Estudos de usuários (seu objetivo era o de mapear características de determinada população para planejar as informações mais adequadas a serem oferecidas com fins de educação e socialização)

Vannevar Bush publicou o artigo “As We May Think” no volume de julho de 1945 do The Atlantic Monthly[4], apontando os problemas decorrentes do volume e do valor da informação liberada após a segunda Guerra Mundial. Acabava a guerra, e a informação mantida secreta naquele período seria colocada à disposição do mundo. Designado pelo presidente Roosevelt, Dr. Vannevar Bush foi, de 1938 a 1942, o responsável pelo Comitê Nacional de Pesquisa, depois Office for Scientific Research and Development. A missão de Vannevar Bush foi a de congregar cerca de 6.000 cientistas americanos e europeus, para direcioná-los ao esforço de guerra. “As We May Think” versava sobre o problema da informação em ciência e tecnologia e os possíveis obstáculos que poderiam ser encontrados na sua organização e repasse sociedade. Os entraves seriam relativos a:

a) formação dos recursos humanos adequados;
b) o material de armazenamento e recuperação utilizado;
c) o arcabouço teórico-metodológico existente para organização e armazenamento da informação gerada durante a guerra.


O artigo de Bush apareceu primeiro em 1939, em uma carta ao editor da revista Fortune, mas teve sua histórica versão publicada no periódico Atlantic Monthly. Posteriormente a revista Life fez várias observações e chamadas sobre problema e o trabalho de Bush. Isso era o máximo de exposição de que uma questão poderia ter mídia da época. Vannevar Bush pode ser considerado seu expoente e o ano de 1945, a data de fundação da Ciência da Informação com a publicação de “As We May Think”. Tal artigo indicou uma mudança de paradigma em ciência e tecnologia, envolvendo: profissionais, instrumentos de trabalho e o defasagem das práticas de representação da informação para seu processamento, armazenagem e recuperação.

Bush introduziu a noção de associação de conceitos ou palavras na organização da informação, pois este seria o padrão que o cérebro humano utiliza para transformar informação em conhecimento. Indicou que os sistemas de classificação e indexação existentes à época eram limitadores e não-intuitivos. Os processos para armazenar e recuperar informação deveriam ser operacionalizados por associação de conceitos “como nós pensamos”.

A formação do profissional da informação foi dita conservadora para a época; Bush propôs o Memex como utensilio tecnológico para armazenar e recuperar documentos através de associação de palavras e, especialmente, advertiu que a base teórica na construção dos sistemas de ordenamento da informação estava, além de ultrapassada, errada.

As ideias de Bush provocaram tamanho frisson na época que foram para em Londres. Em 1946, um ano após o término da Segunda Guerra, foi realizada em Londres a Royal Society Scientific Conference, na qual se discutiu muito pouco sobre, mas que levou à realização, em 1948, da Royal Society Scientific Information Conference. Cerca de 340 cientistas de diferentes áreas e documentalistas de todo mundo compareceram a essa conferência, que durou dez dias úteis. Os seus Proceedings Of the Conference on Scientific Information têm 743 p., divididos em dois volumes e em quatro seções.

Os cientistas de quase todas as áreas tinham propostas para resolver os problemas da gestão da informação, mas para não perder o seu status acadêmico, a nova área foi criada com o nome de Ciência da Informação.

O licenciado em Ciência da Informação, designado geralmente por "profissional da informação" ou "gestor de informação" está habilitado a exercer profissionalmente funções de:

  • Administrador de dados;

  • Analista de informação;

  • Cientista da informação;

  • Consultor em informação;

  • Gestor de informação ou gestor de conteúdos, nomeadamente na Internet;

  • Gestor de recursos de informação;

  • Gestor de sistemas de informação.


Na Inglaterra e no resto do mundo, esses acontecimentos, desde a publicação de “As We May Think” até a conferência de 1948 da Royal Society, provocaram uma dissensão com a Biblioteconomia que durou perto de 40 anos. Um ano após a conferência da Royal Society de Londres, Jason Farradane, J. Bernal e outros criaram O Institute for Information Scientists, para acolher as novas ideias e os novos pesquisadores surgidos nessa “nova” área.

Nesta mesma época, em 1952, foi criado pelo grupo dos Cientistas da Informação o Classification Research Group, para propor novas teorias de armazenamento e recuperação da informação. O problema da época era o grande volume de informação e sua gestão. Os profissionais que fundaram o Institute for Information Scientists criaram sob o comando de Ferradane o primeiro curso de pós-graduação em Ciência da Informação na The City University, anteriormente Northampton College of High Tecnology, localizado em Londres, Inglaterra. Mensageira do futuro, a área foi criada em uma faculdade de alta tecnologia e vinculada inicialmente ao Business Administration Centre da Universidade (Centro de Administração e Negócio).

O Surgimento dos Sistemas Automatizados de Recuperação da Informação é considerado o sustentáculo para surgimento da Ciência da Informação. A situação após a Segunda Guerra despertou, notadamente nos países desenvolvidos, um grande interesse pelas atividades de ciência e tecnologia, ocasionando um aumento considerável de conhecimentos.

Esse Fenômeno, denominado como “explosão de informação”, caracterizou-se por um crescimento exponencial de registros de conhecimento, particularmente em ciência e tecnologia. Tal fenômeno trazia em seu bojo um problema básico, que era a tarefa de tornar mais acessível um acervo crescente, proveniente daqueles registros.

O emprego do computador no tratamento e na recuperação da informação de maneira sistemática trouxe novas perceptivas para serviços de bibliotecas e de informação, notadamente, nas indústrias. O computador permite um comportamento mais preciso e racional no tratamento da informação, além de possibilitar a manipulação de grade dados. O trabalho com a recuperação de informações deu subsídio para o desenvolvimento de inúmeras aplicações bem-sucedidas (produtos, sistemas, redes, serviços).

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