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Com que curso eu vou?

Atualizado: 3 de Abr de 2019



Meu nome e Bruna D'Ângela Martins Ferreira, moro em Ouro Branco - MG, formei em Biblioteconomia pela Universidade Salgado de Oliveira Polo de Belo Horizonte em 2017. Em 2014 prestei vestibular para Biblioteconomia e Agronomia, são duas áreas que amo, mas tive que fazer uma escolha e foi uma decisão difícil, mas a paixão pelos livros foi maior e decidi pela Biblioteconomia e deixei a Agronomia para depois.


A faculdade fica a quase 130 km da minha cidade, ir a BH  para estudar seria uma aventura, foi bem assustador no começo para uma pessoa do interior de minas, eu descia na Rodoviária ia andando até a Praça Sete para pegar ônibus lotação para o Bairro Floresta onde fica a Universo, na volta a mesma coisa e ocasionalmente já estava anoitecendo quando chegava na rodoviária, algumas vezes não tinha mais horário de ônibus para Ouro Branco eu vinha no de Conselheiro Lafaiete ou de Congonhas e descia na BR 040 meu namorado me buscava, mas graças a Deus nada de mais aconteceu nesse período.


Durante a graduação me identifiquei demais com o curso, percebi que ser Bibliotecária era muito além de virar páginas de livros, ser um profissional da informação era aquilo que eu já praticava sem saber, gosto de lidar com informações e transmiti-lá, o curso me proporcionou uma visão de mundo. Mas não foi fácil esses 4 anos, tive recaídas e dificuldades, chorei e pensei em desistir, mas meu sonho era maior que qualquer obstáculo.


Sou da primeira turma do Polo de BH, foi tudo novo, o curso foi sendo estruturado e nos alunos fomos acompanhando as novidades no desenvolver dos anos e contratempos normais de uma graduação. Tivemos várias disciplinas interessantes, que buscavam nós orientar como futuros profissionais voltados principalmente para nova era digital, vou citar algumas que me marcaram como Gestão do Conhecimento, de pessoas e da Informação, Preservação de documentos, Autoconhecimento e liderança, Psicologia Social,  Estatística, sim isso mesmo, não se assuste com a disciplina que não e somente cálculos, nela e abordado as noções da estatística, que permiti organizar, interpretar e utilizar os conceitos básicos da estatística descritiva, na análise dos fenômenos em diversas áreas, tivemos Inglês instrumental, perdi um pouco dos meus cabelos e noites de sono nessa disciplina pois tinha minhas dificuldades na língua inglesa mas com umas aulas de reforço consegui passar, Ação cultural e Marketing que adoro, é uma das disciplinas foi o “Estágio supervisionado”, mesmo já trabalhando em biblioteca como auxiliar, o estágio foi o momento decisivo na futura atuação como Bibliotecária, com ele pude vivenciar o dia a dia da profissão, praticar o que aprendi, o curso não e somente teoria, vivi outra realidade, fiz estágio em diferentes bibliotecas e aprendi muito com os profissionais que me supervisionaram.


Nos dois últimos períodos do curso fiquei um pouco atarefada, pois fazia estágio longe de casa e trabalhava em dois lugares em uma escola e era MEI - Micro empreendedora individual como estofadora, vivia numa correria só com filhos, avó, etc. e tal, cheguei a bater o carro e entrei em crise de pânico devido a tanta coisa pra fazer e ainda tinha atividades extracurriculares que deixei para o final do curso, então decidi me dedicar a faculdade e sai de um dos empregos em novembro de 2017 optei pela escola onde trabalhava 8 horas diárias, foi mais uma decisão difícil nessa trajetória, mas a esperança que dias melhores viriam me confortava, e não é que no meu último dia de trabalho um grilo verde pousou do meu lado? Aí tive a certeza que fiz a escolha certa!


Concluí a graduação em dezembro de 2017. No final de janeiro do ano de 2018, uma das faculdades que fiz estágio, a UNIPAC em Lafaiete, me ofereceu o trabalho de Bibliotecária. Aceitei de imediato, mesmo sendo em outra cidade. Fiz o registro no CRB da minha região e comecei a trabalhar em fevereiro. Foi ótimo, já conhecia a rotina, os funcionários, me adaptei logo, isso se chama "Networking"; aprendi na faculdade e pratiquei, é uma palavra em inglês que consiste em criar nossa própria rede de contatos profissionais e pessoais, e uma rede de contato com as pessoas que nos interessam ou que podem nos interessar no futuro, um colaborando com o outro, uma boa estratégia e definir bem o objetivos que se deseja alcançar, ter foco, buscar ficar próximos de pessoas e profissionais que tem as mesmas afinidades, aproveitando todas as oportunidades que nos permitam conhecer processos diferentes, pessoas novas e fortalecer relações já existentes.


Gosto muito da Biblioteca Universitária, de estar com os alunos, de poder contribuir na sua formação profissional, a biblioteca como um todo é um dos setores mais importantes dentro da instituição de ensino, a biblioteca dispõe de diferentes meios para transmitir a informação ao discente de forma clara e precisa, apoiando as atividades de ensino, pesquisa e extensão do graduando e de toda a instituição.


Em 2018 foi um ano de várias novidades, em outubro fui convidada pela Prefeitura de Ouro Branco a assumir o cargo de Bibliotecária do Município, estou como Bibliotecária da Biblioteca Pública Municipal Jornalista Virgílio Carlos no período da manhã, são duas bibliotecas bem diferentes uma da outra, mas com a mesma finalidade, disseminar a informação, seja física ou digital. A biblioteca hoje deve ser um centro dinâmico de informação, lugar em que as pessoas podem se reunir para explorar, interagir, aprender e ensinar, e devido as transformações tecnológicas, o bibliotecário tem que estar antenado e acompanhar as mudanças, sendo fornecedor de informação em diferentes formatos.


Na semana do dia nacional do Livro em Outubro, recebi a visita do Ramon do Jornal Ponto de Vista para falar sobre a biblioteca pública e sobre o incentivo à leitura, em minhas redes sociais sempre falo de livros que leio e filmes que assisto, gosto de compartilhar o que é bom, e o que não agrado também. Então fui convidada a ser colunista do Jornal, uma coluna instrutiva que incentivasse a leitura, fiquei dias pensando no nome que daria a coluna, fiquei refletindo que toda vez que saio para ir a algum lugar penso que livro eu vou levar, sempre leio mais de dois, de diferentes assuntos, dependo do meu humor no momento da leitura e pra onde vou com o livro, então surgiu a ideia do nome da coluna "Com que livro eu vou?”. Faço a resenha do livro a cada 15 dias e está e publicada no Jornal, sempre indico livros que tenham na Biblioteca Pública, assim fica mais fácil para as pessoas pegarem emprestados, porque na minha cidade não tem livraria e além disso divulga a biblioteca.


A luta pelo reconhecimento e regulamentação da nossa área e constante, a falta de informações em relação às práticas que envolvem a leitura e as práticas profissionais do biblioteconomista e suas atribuições levam as pessoas a ficarem desacreditadas, os índices de leitura no Brasil como um todo são baixíssimos,  e muito importante o profissional se sentir valorizado, o seu fazer e o seu saber devem ser divulgados, não estamos mais limitados ao espaço físico da biblioteca,  podemos trabalhar  com vários suportes em que a informação está relacionado, sendo o usuário nosso  foco principal, e não somente o acervo, claro que sem abandonar as atividades tidas como tradicionais, intercalando a disseminação da informação com a preservação da informação. 


Acredito que minha carreira como Bibliotecária começou bem, tenho orgulho, divulgo minha profissão e a leitura diariamente, acredito que somos profissionais do futuro, não podemos ficar limitados ou rígidos, temos que nós adaptar as mudanças e em breve vem mais projetos meus por ai, sem informação não a conhecimento. Acrescento na frase de Ranganathan "A biblioteca e o bibliotecário é um organismo em crescimento".


 

Bruna D'Ângela

Bibliotecária CRB-6 / 3515O

Lattes:  http://lattes.cnpq.br/3753959216668633


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